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O que é uma tendinite?

Uma tendinite é um processo inflamatório de um tendão. Um tendão é a estrutura pela qual o músculo se insere no osso, levando assim ao movimento das articulações. Quando o musculo e o tendão são muito solicitados, por exemplo em tarefas repetitivas, origina-se um processo inflamatório do tendão e da sua baínha originando dores, que na fase inicial são associadas á execução da tarefa.   Com a manutenção da actividade o quadro acentua-se e a dor passa a estar presente mesmo em repouso podendo inclusivamente perturbar o sono.     No ombro portanto a grande maioria das tendinites são de origem mecânica, devido a tarefas repetitivas ou mantidas durante longos periodos. Como exemplos temos os trabalhos em linhas demontagem, o uso diário e prolongado do computador e a prática incorrecta ou intensiva de uma actividade desportiva.


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O que é uma Periartrite do Ombro?

Este termo foi muito utilizado no passado para designar qualquer processo inflamatório á volta (peri) do ombro. Por ser muito vago e pouco especifico deve ser cada vez menos utilizado, preferindo-se cada vez mais que os diagnósticos identifiquem a estrutura lesada e façam referência ao mecanismo de produção da lesão, para que o médico possa estabelecer o tratamento mais adequado. Por exemplo: Tendinite calcificada do tendão do músculo supra espinhoso


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O que é uma Capsulite Adesiva ou Ombro Congelado?

Trata-se de um quadro clínico mais frequente no sexo feminino, entre os 45 e os 55 anos, que se caracteriza por dores ao movimento e em repouso, sobretudo nocturnas. A caracteristica principal desta entidade é no entanto a diminuição progressiva da mobilidade do ombro com aumento das dificuldades em efectuar tarefas simples como vestir-se e fazer a sua higiene pessoal.


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O que é uma calcificação?

Os tendões do ombro podem ter calcificações. Trata-se portanto do depósito de sais de cálcio no interior dos tendões, devido á existência de uma inflamação (tendinite) mantida.


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O que é uma infiltração?

Uma infiltração é o acto médico em que através de uma injecção, se introduz um medicameno em determinada região. No ombro as infiltrações podem ser muito úteis quando utilizadas adequadamente : nos processos inflamatórios agudizados em que o doente tem dores muito intensas no ombro que lhe impedem qualquer movimento e não deixam dormir, na sequência do tratamento das inflamações dos tendões ( tendinites) que não cedem com a fisioterapia e nos casos de capsulite adesiva.


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Porque doi o ombro?

Se excluir-mos as causas traumáticas as principais causas de dor no ombro são as inflamações dos tendões do ombro ( tendinites). Causa menos frequentes são a capsulite adesiva e as artroses das articulações da região do ombro. Normalmente a dor que tem a sua origem no ombro é referida pelo doente á face externa do braço. Dor com origem noutros locais como por exemplo a coluna cervical pode ser confundida com a dor que tem origem no ombro. Para fazer o diagnóstico diferencial o médico dispõe de vários testes clínicos que lhe permitem durante a observação estabelecer qual a origem mais provável da dor .


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Doi-me o ombro. Que fazer?

Se a dor fôr muito intensa, aumentando com qualquer movimento e impedindo o sono deve recorrer a um Serviçode Atendimento Permanente. Se tem dores ligeiras em tarefas de vida diária, como manter os braços elevados, vestir a roupa e pôr o cinto do carro, deve procurar o seu médico, marcando uma consulta normalmente. Não se trata de uma situação urgente mas que deve ser controlada e não negligênciada.


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Quais os principais metodos de tratamento que se aplicam ao ombro?

O ombro depende muito do equilibrio mecânico entre os vários músculos e tendões que o controlam. A grande maioria dos problemas do ombro adveem da perda desse equilibrio. Daqui que a fisioterapia seja um dos tratamentos mais importantes nos problemas do ombro. Os medicamentos anti-inflamatórios e as infiltrações podem ser coadjuvantes importantes. Em alguns casos a cirurgia está indicada.


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A cirurgia ao ombro tem bons resultados?

A excelência do exame médico, os novos métodos de diagnóstico e os novos conceitos sobre as doenças do ombro, aliados a melhores e menos invasivas técnicas cirurgicas, melhoraram muito os resultados da cirurgia do ombro. Nos últimos 20 anos assistiu-se, a nível mundial, a grande desenvolvimento da cirurgia do ombro, sobretudo pela aplicação de uma técnica minimamente invasiva a artroscopia. A utilização desta técnica permite visulizar a articulação do ombro na sua forma natural de funcionamento, sendo portanto um importante auxiliar de diagnóstico. É possivel efectuar por esta via algumas intervenções cirurgicas. Este facto permitiu aumentar muito o conforto dos doentes no pós operatório, diminuir os tempos de internamento e permitir manter a actividade desportiva ao mesmo nível competitivo.


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Viver com o seu ombro

Artroscopia do ombro

Fractura do colo do úmero

Instabilidade do ombro

Patologia da coifa dos rotadores

O que é a Tenodese Artroscópica da Longa Porção do Bicípite Braquial (LPBB) ?

TENODESE ARTROSCÓPICA DA LONGA PORÇÃO DO BICÍPITE BRAQUIAL (LPBB)

O bicípite braquial é um músculo forte localizado na região anterior do braço e cujas funções são: dobrar o cotovelo (flexão) e voltar o antebraço e a palma da mão para cima (supinação).

Este músculo atravessa duas articulações: ombro (glenoumeral - GU) e cotovelo. Tem origem em dois tendões, o que justifica o seu nome – bicípite (com duas cabeça/porções) e vai inserir-se numa região do rádio próxima do cotovelo (chamada tuberosidade bicipital do rádio).

As duas porções superiores são distintas, uma curta e uma longa e têm origem na omoplata (Figura 1).

 Fig1

A longa porção (LPBB) inicia-se na região superior da glenoide (superfície articular do ombro - omoplata) e tem um papel importante na estabilidade vertical e anterior da articulação GU, embora o seu papel permaneça tema controverso, não existindo consenso na literatura médica.

Este tendão é ainda causa frequente de dor na região anterior do ombro e é lesado pela tração repetitiva, pela fricção, por um evento traumático agudo e por movimentos da articulação GU.

A sua rotura poderá levar a uma diminuição da força de flexão do cotovelo e da supinação do antebraço e provoca muitas vezes uma deformidade grosseira do braço, o chamado sinal de Popeye (Figura 2).

A dor tem habitualmente uma localização anterior (frente) do ombro, é progressiva e está frequentemente associada a limitação da mobilidade/função do ombro.

O seu ortopedista poderá realizar diversos testes para avaliar a origem da dor, entre eles o teste de Yergason e o teste de Speed.

Poderão ainda ser solicitados exames auxiliares de diagnóstico como o Rx, a ecografia ou a Ressonância Magnética (Figura 3), para ajudar no diagnóstico ou excluir outras causas de dor.

A LPBB pode ser sede de muitas patologias: rotura, tendinite, tendinose e lesão SLAP (da sua inserção superior).

O tratamento começa habitualmente com medidas conservadoras como: repouso, alteração da atividade habitual, gelo, anti-inflamatórios não esteroides, corticoides e fisioterapia.

Se o tratamento conservador não proporcionar melhoria clínica, poderá estar indicada cirurgia.

Esta decisão depende dos sintomas, da presença de outra patologia associada do ombro e da falência do tratamento conservador.

Os dois procedimentos cirúrgicos mais vezes realizados são a tenotomia – secção do tendão e a tenodese – a sua fixação.

A tenotomia é relativamente simples e produz alívio da dor e não necessita de reabilitação pós-operatória muito prolongada. Contudo a deformidade de Popeye, embora não muito frequente pode ocorrer.

O objectivo da tenodese é manter o comprimento e a função do bicípite braquial, preservando a morfologia do braço.

Foram realizados diversos estudos, comparando estas duas técnicas, e não revelaram diferença significativa, em termos de função e satisfação dos doentes.

A tenodese da LPBB por via artroscópica (cirurgia por orifícios de 0,5 a1 cm), pode ser realizada em posição de cadeira de praia ou decúbito lateral (deitado de lado).

O procedimento inicia-se com a verificação de todas as estruturas anatómicas – como a LPBB (Figura 4 e 5) –  passíveis de avaliação por esta técnica.

 Fig2

Após confirmação da patologia da LPBB e ainda dentro da articulação, o tendão é referenciado e seccionado junto à sua origem. Posteriormente e já no espaço subacromial (por cima da articulação GU), o sulco bicipital (onde está situada  a LPBB) é preparado e realizado um orifício de 7 mm de diâmetro e 25 mm de comprimento onde é introduzido o tendão e aí fixado (Figura 6).

Após a cirurgia o doente deverá usar uma suspensão braquial por um período de 3 semanas. Durante as primeiras 6 semanas a mobilidade passiva e ativa do ombro serão incentivadas, mas só após este período serão autorizados movimentos ativos de flexão e supinação do cotovelo.

Aos 3 a 4 meses após a cirurgia o doente poderá retomar a sua atividade habitual.


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O que é a Osteoartrose do Ombro?

O que é a Osteoartrose?

A osteoartrose (OA), muitas vezes referida como Artrose, é o desgaste e destruição da cartilagem articular que reveste a superfície de contacto entre os ossos (Imagem 1).

A cartilagem articular diminui a fricção dentro da articulação, permitindo movimentos amplos, contínuos e sem dor. Quando danificada, a superfície articular torna-se irregular e desgastada, levando progressivamente a deformação, dor e incapacidade para o movimento.

                               

Anatomia

O ombro é constituído por 3 ossos (úmero, omoplata e clavícula) que formam entre si 2 articulações: (Imagem 2)

- Articulação gleno-umeral - responsável pela maior parte do movimento do ombro. È constituída pela cabeça do úmero, e a cavidade glenoideia da omoplata.

- Articulação acrómio-clavicular - menos móvel, utilizada sobretudo na elevação do braço acima do ombro. É constituída pelo acrómio (parte da omoplata) e a clavícula.

 

Estas articulações funcionam e são mantidas em posição à custa de uma cápsula, que envolve a articulação, e de ligamentos que a reforçam. A coifa dos rotadores, um conjunto de tendões e músculos, é também fundamental no movimento e estabilização do ombro.

 

Causas de Osteoartrose do Ombro

Osteoartrose Primária

Destruição progressiva da cartilagem articular com o “uso”, sem uma causa ou doença que o justifique. É mais comum nas mulheres e acima dos 60 anos, verificando-se mais na articulação acrómio-clavicular.

 

Osteoartose Secundária

Destruição da cartilagem articular relacionada com uma causa identificada, entre as quais:

  • Osteoartrose Pós-Tramática – no contexto de fractura, onde a superfície articular não fica completamente alinhada, existindo destruição de cartilagem e osso. Comparativamente à OA primária, pode surgir em indivíduos mais novos e é mais frequente.
  • Artrite - inflamação da articulação consequente a: Artrite Reumatóide, Gota, Espondilite Anquilosante, Artrite Psoriática, infecções, entre outras doenças. De realçar que o processo inflamatório pode aparecer em todas as formas de OA, como consequência da destruição da cartilagem.
  • Osteonecrose - morte local de osso e cartilagem que faz com que a superfície articular deixe de ser reparada, ficando deformada e gasta. Entre causas desta necrose temos a perda de fluxo sanguíneo para o osso na sequência de uma fractura ou de radioterapia.  
  • Artropatia da Coifa e Instabilidade do ombro – a perda da estabilidade do ombro tanto por alteração da coifa dos rotadores como das restantes estruturas, pode fazer com que os ossos se desviem da sua posição normal, exercendo pressões desiguais sobre a superfície articular, levando ao seu desgaste.

 

Sintomas

  • Dor – ao nível do ombro, de agravamento progressivo, que agrava com o movimento e pode piorar durante noite e com as mudanças no tempo
    • Rigidez e dificuldade em elevar o braço acima do ombro
    • Crepitação (sensação de “areia na articulação”, de ranger)
    • Inflamação

 

ATENÇÃO: Dor associada a febre, aumento da temperatura e edema local não são característicos da OA do ombro, devendo consultar o seu médico!

O que deve saber dizer ao médico:

  • História médica: doenças, traumatismos, fracturas, cirurgias…
  • Tratamentos efectuados (medicamentos, fisioterapia…)
  • Nível de actividade (tipo de trabalho no quotidiano, braço dominante)
  • Inicio das queixas (dias, meses, anos, após algum evento específico)
  • Queixas noutras articulações

 

Exames Complementares de Diagnóstico

A avaliação do médico é complementada com exames que ajudam a esclarecer o diagnóstico, excluir outras causas e planear o tratamento.

A Radiografia do ombro é o exame mais importante, sendo muitas vezes suficiente, fornecendo dados importantes sobre o estado da superfície articular (Imagem 1). Quando necessário, poderá ser solicitado outros exames como a Tomografia Computorizada ou Ressonância Magnética Nuclear.

 

Tratamento

  1. Tratamento conservador

Constitui a primeira opção, salvo poucas excepções. O objectivo é aliviar os sintomas e proporcionar melhor qualidade de vida ao doente. Existem várias estratégias, frequentemente usadas em conjunto.

  • Medidas Gerais:

- Repouso – evitar actividades pesadas (carregar pesos, elevar objectos) e outras que desencadeiem queixas importantes

- Calor húmido – alivia a dor crónica

- Gelo – quando à dor se associa inflamação ligeira

- Fisioterapia

  • Medicação – diminui o processo inflamatório e a dor. Alguns destes medicamentos (nomeadamente os anti-inflamatórios não Esteróides) devem ser tomados com moderação e após as refeições, de modo a evitar efeitos secundários gastrointestinais e cardíacos.
  • Infiltração intra-articular - proporciona alívio comprovado a curto prazo, não sendo livre de complicações, pelo que deverá ser feito por um médico.
  • Suplementação e Viscosuplementação - constituintes da cartilagem como os suplementos de sulfato de condroitina e glucosamina, por via oral ou injectável.

 

  1. Terapêutica cirúrgica

Reservada para as situações em que a terapêutica conservadora falha.

  • Artroscopia do Ombro – permite visualizar o interior da articulação, sendo possível proceder à sua “limpeza”, regularização e correcção. Indicada nos doentes jovens ou muito debilitados como forma de adiar a necessidade de artroplastia do ombro.
  • Artroplastia do Ombro – substituição da articulação, sendo um procedimento complexo do ponto de vista cirúrgico e de reabilitação. Existem actualmente 3 tipos principais de prótese (Imagem 3):

- Hemiartroplastia – substitui apenas a cabeça do úmero

- Artroplastia total – substitui a cabeça do úmero a cavidade glenoideia

- Artropastia total invertida – para além de substituir toda a articulação, inverte as posições das superfícies articulares

Existem casos em que a artroplastia não está indicada à partida: ruptura irreparável da coifa dos rotadores ou disfunção muscular local importante, mau estado geral e infecção recente.

A artroplastia tem como primeiro objectivo o alívio da dor, e depois a melhoria funcional. Tal como qualquer procedimento cirúrgico não está imune a complicações. Estão relatadas complicações na ordem dos 15% (ou seja, em média em cada 100 doentes operados, 15 apresentam complicações de algum tipo), sendo as mais frequentes: instabilidade, fractura, ruptura da coifa dos rotadores, lesão nervosa, infecção, desgaste.

 

Imagens:

 

 Fig3

Imagem 1 - Radiografia de ombro normal (a) e com osteoartrose (b)

Fonte: a) Clark´s Position in radiography, b)Campbell’s Operative Orthopaedics

 

 Fig4

Imagem 2 - Anatomia do ombro: Clavícula (a), Omoplata (2), Úmero (3)

Fonte: www.anatomy.tv

 

Fig5 

Imagem 3 – Hemiartroplastia (a), artroplastia total do ombro (b), artroplastia total invertida (c)

Fonte: a,b) Campbell’s Operative Orthopaedics c)Apley’s System of Orthopaedics and Fractures

 

 

Fontes bibliográficas do texto:

-          Campbell’s Operative Orthopaedics

-          www.orthoinfo.aaos.org

Artigo de Revisão - Shoulder Osteoarthritis. In: Arthritis, 2013


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O que é Whiplash Injury?

Whiplash

Golpe de coelho  

Golpe de chicote

 

São três das denominações habitualmente aplicadas a uma lesão da coluna cervical que pode resultar de:

  • Colisão traseira em acidente de automóvel
  • Abuso físico (em especial crianças)
  • Actividade desportiva com contacto violento

  

A maioria dos casos está relacionada com acidente de automóvel. A colisão ocorre na parte traseira do carro provocando um movimento brusco da cabeça e pescoço do ocupante, de trás para a frente (semelhante ao movimento de um chicote). Durante este movimento os músculos e ligamentos do pescoço são estirados para além dos seus limites normais.

As mulheres são mais propensas a sofrer este tipo de lesão por, em regra, terem musculos mais fracos do que os homens.

A lesão cervical em chicotada pode variar de ligeira a severa.

O tratamento inicial deverá ser feito com analgésicos e aplicação local de gelo.

Se a dor persistir, o paciente deverá consultar o seu médico para  prescrição de medicação complementar e eventualmente fisioterapia.

A maioria das pessoas recupera completamente em cerca de 3 meses.

Nos casos que necessitam de avaliação médica pode ser necessário realizar exames complementares de diagnostico – Rx, TAC e RMN, que ajudarão a identificar ou excluir alterações de todas as estruturas anatómicas potencialmente lesadas.

Nalguns casos a dor torna-se crónica sem que se consiga objectivar nenhuma anormalidade articular/ligamentar/muscular.

O tratamento nestes casos deverá ser orientado por médico Fisiatra podendo ser utilizadas diversos tipos de fisioterapia tradicional e também métodos de terapia alternativa.

 

(Imagem retirada de: www.backneckrehab.com)

 

Serviço de Ortopedia de H. do Litoral Alentejano


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Dor no Cotovelo

DOR NO COTOVELO

 

Fig7

INTRODUÇÃO – O tipo de dor mais comum no cotovelo é conhecida como “ Cotovelo de Tenista”, ou seja , epicondilite. Os movimentos repetitivos da articulação do cotovelo provoca pequenas roturas nos tendões em especial no local onde os tendões se inserem nos ossos. Estas lesões ocorrem atualmente mais frequentemente como resultado de uma ocupação profissional do que resultante de atividades desportivas

ARTICULAÇÃO DO COTOVELO

Se olharmos um pouco para o nosso cotovelo encontramos 3 saliências ósseas que desenham um triângulo; uma posterior onde se inserem os músculos posteriores do braço, uma interna e outra externa onde se inserem os tendões dos músculos que ocupam o antebraço.

Os músculos que têm como função fazer a extensão do punho têm os tendões inseridos na saliência externa do cotovelo, ou epicôndilo e os que fazem a flexão do punho inserem-se na saliência interna, ou epitróclea. A dor provocada pela inflamação localizada no epicôndilo chama-se epicondilite e a prática de ténis causa com frequência este problema dada a pobre circulação sanguínea nesta zona; a dor provocada pela inflamação na epitróclea chama-se epitrocleíte.

SINTOMAS HABITUAIS

Fig8

Um ou mais dos sintomas abaixo descritos pode estar presente:

- Dor no cotovelo aquando de manobra de extensão em contra resistência do punho, tal como realizado nas tarefas domésticas ao segurar um secador, fazer a barba, usar um teclado de computador ou simplesmente levar um copo com bebida à boca.

                - Dor em queimadura que exacerba no período noturno dificultando o sono

                - Sensação de menor força durante o encerramento da mão

- Formigueiros nos dedos da mão, com sensação de menor sensibilidade no quarto e quinto dedo da mão.

- Edema/tumefacção em redor do epicôndilo ou da epitróclea

- Dificuldade em segurar objetos na mão com cotovelo em extensão

CAUSAS DE EPICONDILITE OU DE EPITROCLEÍTE:

- Movimentos repetitivos da mão, do cotovelo, do ombro ou do punho, tal como se verifica na realização de tarefas em muitos postos de trabalho

                - Tarefas pesadas realizadas repetitivamente com uso dos músculos e das articulações

                - Irritação de nervos

- Inflamação provocada por uma doença reumática ou inflamatória sistémica (exemplo, gota úrica)

 

TRATAMENTO DA DOR NO COTOVELO

Para o tratamento da epicondilite ou da epitrocleíte existem diferentes opções:

Fig9

- Exercícios prescritos por fisiatra/fisioterapeuta para gradualmente fortalecer os tendões

- Massagem das partes moles do cotovelo

- Braçadeira para o cotovelo colocada no terço proximal do antebraço

- Anti-Inflamatórios

- Mesoterapia

Fig 10

- Acunpuctura

- Infiltração justa tendão com corticóide sob anestesia local

- Tratamentos de fisioterapia realizados em Centro de Fisioterapia

- Cirurgia; em casos de falência dos tratamentos anteriores e se a dor persistir por período nunca inferior a 6 meses. A cirurgia pode precisar de 4 a 6 meses até uma plena recuperação da função do cotovelo sem dor.

 

 

                                               Serviço de Ortopedia do H. do Litoral Alentejano


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O que é a epicondilite?

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